quinta-feira, 6 de abril de 2017

Claques : Quando ultrapassam os limites

Neste post, o blog vai fugir um pouco do que é a sua linha editorial, pois o que vai lê não é propriamente sobre futebol, mas sobre algo que o envolve e suja a verdadeira essência do desporto rei, um assunto que deve preocupar as pessoas e levá las a pensar, se é este o caminho que querem seguir? Este rumo está a ser traçado por indivíduos, que apenas tentam manipular a opinião das pessoas, bem como defender os seus próprios interesses, estando se " nas tintas ", para a verdade desportiva ou para o bem comum. Este sentimento de opressão, de ódio, de violência que está a crescer no futebol nacional, é apenas criado pela sede de vitorias e de resultados que alguns clubes vivem, mais concretamente, os " três grandes ", que são os culpados pelo estado paupérrimo de valores em que caiu o desporto nacional. Atualmente, as claques, principalmente a do Porto e a do Benfica, são meios não oficiais dos clubes para executarem o trabalho obscuro, que os responsáveis desportivos pretendem, ou seja, exercer pressão sobre os maiores órgãos sociais do futebol português, isto é, sobre a Liga, sobre a Federação ( Forte pressão do Benfica à FPF com comunicados e exigências ) e sobre o conselho de arbitragem ( o episódio no centro de treinos na Maia ) com a finalidade de atingir o lugar mais cimeiro do campeonato luso, não olhando a meios para atingir os seus fins. Desta forma, é percetível que o contexto da palavra " claque " está totalmente fora do seu contexto, uma vez que estes agrupamentos de adeptos mais extremistas são uma associação de crime organizado, que usa o futebol para camafluar as suas verdadeiras intenções
A venda ilegal de bilhetes
. No entanto, é preciso afirmar que nem todos os elementos das claques são bandidos ou de mau caráter, visto que há pessoas que absorvem o verdadeiro significado do apoio incondicional à equipa e participam nestes grupos apenas para estarem mais perto do emblema que amam e poderem demonstrar todo o seu amor. Mas, generalizando, as pessoas que integram nas claques são mal vistas na sociedade, sendo consideradas perigosas, problemáticas e criminosas e, por isso, é usual ouvir expressões " não vais para ai porque é perigoso, ou " nessa zona só existe confusão ", ou " nesse local é só delinquentes ". Na atualidade, é este o ambiente que rodeia o exterior dos estádios lusos, uma vez que é frequente ocorrer cenas de pancadarias antes e depois dos jogos envolvendo adeptos de clubes rivais. Exemplos disso, são as viagens dos adeptos do Benfica, que ultimamente, têm estado em evidência, visto que nas suas visitas a Braga, a Paços e na receção ao Porto envolveram se, em situações repudiantes e condenáveis, que só ajudam a instalar o medo e assim afastar as pessoas dos palcos futebolísticos. Outro comportamento, negativo associado a estes grupos são as suas atividades ilegais que lhes permitem enriquecerem sem sofrerem as devidas consequências parecendo que possuem uma esfera protetora por estarem ligados aos clubes. Veja se como exemplo, a claque portista, os Super Dragões, que alimentam se economicamente pela venda ilegal de ingressos desportivos junto às bilheteiras do Dragão. Contudo, existe mais formas de angariar financiamento, como o tráfico de droga e assaltos, que devem envergonhar qualquer clube.
Agem como não houvessem leis
Por outro lado, as claques também têm aspetos positivos, como o apoio que oferecem ao espetáculo do desporto, dado que sem elas muito dos jogos seriam quase silenciosos e não se assistia à verdadeira festa do futebol. Também, proporcionam momentos de extrema felicidade para mais tarde recordar, tal como as viagens às mais variadas terras do país com os amigos, pois ajudam a reforçar o valor da amizade, do companheirismo e da felicidade.
Em conclusão, os dirigentes dos emblemas nacionais e da Liga têm de tomar medidas, para que algo mude, pois não se pode deixar andar este clima insustentável que afeta todos os indivíduos que nutrem paixão pelo futebol. Com isto, é necessário uma reforma desportiva, que introduza alguns pontos que venham ajudar a criar fair play fora dos campos, como banir alguns elementos mais polémicos e perigosos dos estádios, ameaçar os emblemas com jogos à porta fechada, caso o comportamento insurreto de alguns adeptos não mude e se for preciso atitudes mais extremas, a retirada de pontos na classificação devia ser uma realidade. Estas, são apenas algumas soluções que podem alterar o rumo de violência e de opressão, medidas conhecidas de todos e que em outros países já obtiveram resultados positivos. A questão que se impõem é : Será que há alguém com coragem, para tomar uma atitude?

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